Don Alfonso era um dos homens mais ricos do país. Impérios inteiros nas mãos, jatinhos, contas bancárias que a maioria de nós nem consegue imaginar. Mas, apesar de toda essa fortuna, ele criou sua única filha, Mia, com humildade e simplicidade. A menina sempre pediu uma coisa ao pai: “Nunca conte quem nós somos de verdade”. Ela queria amigos que gostassem dela por quem ela era, não pelo sobrenome. Por isso, na escola particular de elite onde estudava, todos achavam que Mia era apenas uma aluna bolsista quietinha. Mas, nos últimos tempos, Don Alfonso começou a perceber algo que lhe apertava o peito. Mia estava emagrecendo. Chegava em casa exausta, bebia água como se quisesse enganar a fome e forçava sorrisos quando ele perguntava se tinha almoçado. “Tem certeza de que você come no colégio, filha?” “Sim, papai… a comida é boa”, ela respondia baixinho, desviando o olhar. Aquilo foi o suficiente. No dia seguinte, sem avisar ninguém, Don Alfonso apareceu na escola. Dispensou o motoris...